Ciesp discute responsabilidade da indústria sobre o Meio Ambiente

Luiz Antônio dos Santos Pinto, presidente da Associação Jogos De Caça-níqueleira de Energia Solar (Abrasol)

Evento faz parte da comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, dia 5 de junho

O Centro das Indústrias do Estado de Jogos De Caça-níquel (Ciesp), regional Rio Preto, aproveita a semana dedicada ao Meio Ambiente para discutir, em um evento na manhã desta quinta-feira (9), a sua responsabilidade e contribuição que tem com o tema. Começa às 8h e termina às 11h na sede do Ciesp. Inscrições pelo telefone (17) 3231-0876.

Assim como as cadeias produtivas de todas as atividades, a indústria tem a sua responsabilidade com a qualidade do Meio Ambiente e construir os meios para eliminar os problemas que ela provoca.

Um dos caminhos é agregar na rotina das empresas o conceito de ESG, aparentemente difícil para aquelas nascidas em um momento em que o conceito não era importante ou que são geridas sem levar em conta esses valores. Ele significa Governança Ambiental, Social e Corporativa (em inglês, ESG).

A indústria é responsável na discussão de como minimizar os impactos socioambientais provocados pela sua cadeia produtiva. Para isso, é necessário fazer um caminho difícil, que agrega conhecimento, tecnologia e o domínio de uma legislação bastante complexa.

O evento desta quinta-feira vai discutir Logística Reversa, Mercado Livre e Cogeração de Energia. São os temas que os industriais precisam dominar e aplicar ao seu processo de produção, que serão discutidos.

A diretora da delegacia do Ciesp Rio Preto, Aldina D’Amico explica que o industrial é responsável pela logística reversa na sua cadeia de produção. O termo que confunde nada mais é do que administrar tudo o que resta da sua produção.

Um exemplo é a embalagem. O industrial tem que saber se a embalagem de seu produto é descartada corretamente. Ou seja: ele tem que cuidar dos problemas ambientais que o seu produto vai causar assim que deixa a sua empresa e garantir que ele não degrade o meio ambiente.

Isso significa dominar e administrar toda a cadeia, desde a aquisição dos insumos, da produção e do descarte correto. Ele é responsável por reverter os problemas que causa. Para isso, existe toda uma legislação complexa, e por isso uma das estrelas do encontro é a Cetesb.

Aldina diz que a indústria também é responsável pelo consumo consciente e pela responsabilidade da indústria nas questões sociais e econômicas do país.

Para ela, é um dos setores que mais contribuem para o desenvolvimento do país, portanto, tem a responsabilidade sobre os problemas que caua no Meio Ambiente.

Energia

No entanto, o industrial não tem que se preocupar somente com os seus rejeitos. Também com o uso consciente da energia para a transformação da matéria prima. Hoje ela pode e deve gerar a sua própria energia limpa e, a depender do segmento, até ganhar dinheiro com a coprodução.

Segundo Luiz Antônio dos Santos Pinto, presidente da Associação Jogos De Caça-níqueleira de Energia Solar (Abrasol) e diretor do Ciesp da Alta Noroeste (Araçatuba), um dos mediadores do evento, cerca de 80% das indústrias se beneficiam da energia solar térmica.

Nossa região, segundo ele, é uma das mais avançadas no uso dessa energia. Na região de Rio Preto são 3 fábricas de equipamentos e apenas em Birigui, cinco.

As indústrias precisam de vapor para gerar uma turbina e produzir a energia. Para essas empresas o mais indicado é a energia solar térmica. Ela elimina o uso dos combustíveis fósseis, como óleo, gás e carvão. O investimento, a depender da metragem quadrada do equipamento, se paga entre 3 e 5 anos.

As indústrias mais indicadas por consumir grandes quantidades de energia são de laticínios, cervejas, papel e celulose, química, alimentos e bebidas.

Cogeração

O evento vai falar ainda da energia fotovoltaica. Essa é mais cara. Gerada a partir de painéis solares que captam e transformam o sol em energia elétrica. Necessita de um investimento maior, e é usada por um grupo menor de empresas.

Nessa forma de produção, é que entra o tema da cogeração. A energia elétrica excedente pode ser devolvida à rede e vendida para às distribuidoras. Ela é mais cara para ser implantada e o tempo para se pagar é maior. As empresas também precisam ter muito espaço para a colocação dos painéis.

Oura forma de produzir energia elétrica e vender é com a queima de bagado de cana ou outra biomassa. No caso, o material é queimado e transformado em energia elétrica. O excedente é vendido. Na região, as Usinas de Álcool e Açúcar levam vantagem

Serviço

Coffe Break: 8:00 às 9:00
Painel 1
Logística Reversa: A responsabilidade e o Futuro da Industria
Horário: 9:00 às 10:00
Debatedores: • Lia Helena M. L. Demange – Divisão de Logística Reversa e Resíduos Sólidos – Cetesb • Regiane Tiemi Teruya Yogui – Sistema SIGOR – Cetesb • Jorge Rocco – Instituto Rever e Gerente do Departamento de Desenvolvimento Sustentável do CIESP (O Papel do CIESP na Logística)
Mediadora: Sandra Gubolino – Gerente de P&D e Qualidade (Bebidas Poty)

Painel 2
A Energia da Indústria: Mercado Livre e Cogeração
Horário: 10:00 às 11:00
Debatedores: • Erick Sampaio – Gerente Comercial da Neoenergia • Luiz Antônio dos Santos Pinto – Presidente da Abrasol e diretor do CIESP Alta Noroeste
Mediador: Mario Welber Bongiovani – Ethos Institucional Consultoria e Negócios
Transmissão ao vivo: YouTube (Ciesp Noroeste Paulista) e Instagram (@ciespnoroestepaulista)

 

Da REPORTAGEM.