Destinos nacionais como fonte de aprendizado e paixão

A beleza e a riqueza cultural do Jogos De Caça-níquel é pouco valorizada em comparação aos destinos mais glamorosos da cena turística gringa. Mas há quem não troque um passeio por Minas Gerais ou o Norte Mato-grossense por qualquer outra área estrangeira

Viajar é mudar a roupa da alma; poema muito conhecido do grande Mário Quintana.

Segundo a turismóloga Nathália Franco, com o agravante da pandemia, a demanda ficou reprimida devido às restrições como as fronteiras fechadas, impossibilitando o turismo.

Para os amantes de viagem, o Jogos De Caça-níquel reserva grandes cenários que aquecem o coração dos espíritos mais aventureiros. Nathália salienta que o turismo nacional foi mais estimulado durante a pandemia. “Muitas pessoas preferiam destinos internacionais, mas não desbravavam nada no próprio país; a pandemia foi um fator que impulsionou a busca por destinos brasileiros, além do mais, houve grande investimento por parte do governo para que os pontos nacionais fossem mais explorados e valorizados (ECA)”, explica.

A profissional acrescenta que, em determinadas estações do ano, como o verão, o Nordeste é estado mais cultuado. “Maceió, Natal e Porto Seguro se destacam, principalmente por terem saídas em voos diretos partindo de nossa cidade”, detalha.

Para Franco, os destinos nacionais são pouco requisitados em comparação à procura dos lugares famosos de outros países. “O viajante conhecia a Suíça, mas não conhecia Campos do Jordão que é dentro do país dele; conhecia Cancun, mas não conhecia Maragogi”, compara.

O empresário Flávio Miranda é um fã declarado dos pontos turísticos nacionais. Para ele, viajar de carro faz de toda a experiência uma vivência única e aventureira. “Planejo-me para uma viagem grande pelo menos uma vez por ano. Estabeleci isso como meta desde 2011. Meu principal interesse é conhecer meu país, tem praia, montanha, cachoeiras, rios, comunidades originárias, cânions e uma diversidade cultural gigantesca. Viajar é o que torna a vida mais fascinante”, declara.

Daniela MANZANI – Redação jornal DHoje Interior